Análise: um Flamengo que vai até o fim para entrar na história

Análise? Seria muita pretensão fazer uma análise do que aconteceu na tarde de sábado no estádio Monumental de Lima. De que vale dizer que o River “segurou” o Flamengo? Nada. Em final, não se joga. Se ganha. E deu Flamengo! No combo: força da torcida, intensidade do camisa 10 e estrela do centroavante.

O time que esteve em campo por 88 minutos em nada lembrou o avassalador que está em vias de vencer o Brasileirão. Mas sabe quantos dos 42 milhões de brasileiros que vestem vermelho e preto estão preocupados com isso? Zero!

Mesmo diante de um River Plate que competiu muito, controlou boa parte do jogo e fez valer a experiência, o Flamengo incorporou o lema do mosaico que se complementou ao longo do mata-mata: “Jogaremos juntos pela Copa até o fim”. E foi bem no fim mesmo.

Jorge Jesus merece e deve ser lembrado. Mesmo com seus principais jogadores em tarde ruim, os manteve em campo. O Flamengo foi campeão com um inimaginável sexteto: Diego, Vitinho, Arrascaeta, Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique.

Não tinha como ao menos não pressionar. E assim foi. Com tanta gente boa em campo, a aposta era que a individualidade fizesse a diferença.

Bruno Henrique limpou a bem postada defesa do River. Arrascaeta usou a inteligência para trocar o chute na frente de Armani pelo passe. E Gabigol cumpriu a profecia: teve gol!

Quando o empate improvável parecia lucro, os deuses do futebol entraram em ação. Talvez porque 20 mil brasileiros presentes no estádio, em lágrimas, não merecessem voltar para casa decepcionados. Talvez porque a história estava escrita. Não serei eu o responsável por explicar.

Mas serei, sim, o responsável por informar: a bola sobrou para Gabigol, e o Flamengo, 38 anos depois, é campeão da América.

Globo Esporte

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